2ª feira dia de neura (talvez) mas sem dúvida dia de pouca paciência... começo o dia com uma reunião aparentemente normal, com parceiros. A meio da reunião entra uma nova pessoa, presente pela primeira vez nesta reunião e que não vai de modas e começa a fazer a sua catarse matinal e pior teve assistência. O meu estômago começou a trabalhar e a minha paciência a encurtar. Ouvimo-la e voltamos a ouvir, a audiência estava garantida e o resto do dia deve-lhe ter corrido bem, a terapia estava feita. De regresso ao trabalho e como tipica 2ª feira, os pendentes da semana anterior chegam por todas as vias, mails, telefone, oficios, e os pendentes de uma semana, passam a urgências de 2ª feira (tipicamente português). Hoje tentei levar as coisas com calma, mas a partir de uma certa altura o meu estômago estava novamente embrulhado. Ok, sai do trabalho e pensei que não podia perder as noticias de hoje, devido ao ataque aos navios, com activistas e direitos humanos à mistura, tinha que estar atenta. Qual não é a minha surpresa que a primeira noticia, é o José Mourinho, que vai receber 28 mil euros por dia, o jornal demorou 1 hora e 20 minutos (o meu estômago a dar de si), a noticia que eu tanto esparava, aliás um atentado gravissimo aos direitos humanos, etc, chegou às 21.10 (diria eu tipicamente português, interessa o mourinho, a selecção, o rock in rio)...ok estava na hora de me entreter a ver outro programa, mudo de canal e vejo uma reportagem sobre pessoas sem abrigo, toxicodependentes, que por acaso estava no final, mas a jornalista, deixa o pedido se tiver uma história mto triste, mto horrível de vida, não hesite envie que eu vou ter consigo (português definitivamente). Mudo de canal e a reportagem é sobre violência doméstica, a falta de justiça para com as vitimas e a impunidade face aos agressores. Resta-me a hipótese do programa que estreava hj "salve-se quem puder"...ora nem mais...vamos tentar é passar a parede, porque passar de registo, de mentalidade, do tipicamente português, isso irá demorar...ou diria se chegar. Para quem me lê, desculpem, mas a última catarse do dia, tinha que ser minha :)
CF
segunda-feira, 31 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
35
Não passa de mais um n.º 35. Na semana passada li num jornal um artigo que me fez pensar durante esse dia e os seguintes, inclusivé mais do que esperava. O artigo era sobre os 35 anos e as probabilidades ENORMES da mulher ter problemas de infertilidade. Para uma mulher recém chegada a essa idade, com o sentimento que está numa das suas melhores fases da vida, tem este baque...não é justo. Se por um lado nos faz pensar no objectivo/papel de se ser mãe nos dias de hoje, por outro, parece que estamos em contagem decrescente não sei bem para quê. Claro está que como assunto angustiante que foi, partilhei-o com duas amigas de idade aproximada e sem filhos. O desejo de ambas passa por ter filhos, vêem-se a assumir o papel de mãe, engraçado mais do que mulheres casadas ou com companheiros...penso por alguns momentos (embora passageiros) de como seria eu enquanto mãe e se é mesmo um desejo que gostaria de concretizar a curto ou médio prazo. Racionalmente penso que não, se por vezes não me aturo a mim, como cuidaria de um filho a tempo inteiro?? no entanto quando estou com os amigos casados e com filhos, penso que sem duvida deverá ser uma experiência única, que nos muda a vida e que gostaria da experienciar. A questão é que um filho é para a vida e que não dá para voltar atrás. Pós partilhas e reflexões, o n.º não significa nd, quando o desejo for forte demais e caso biologia não esteja para ajudar, há sempre formas de contornar, afinal o que conta são os afectos. Vem mesmo no seguimento da mensagem da foto, porque não adoptar?!
CF
CF
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Londres...Incoerência ou Equilibrio?!
Ainda a aterrar em Pt, pós duas semanas em Londres e mais dois dias entre Londres, Paris, Porto e Lisboa. Sem dúvida a minha estadia em Londres foi caracterizada por ser um mix. Foi muito bom, estar fora de Portugal, sair da rotina e abraçar um novo desafio e poder desfrutar de uma nova cidade. Foi a minha segunda ida a Londres, da primeira tinha recordações vagas, apenas vincada a saida de Londres e desta vez o padrão repetiu-se. A cidade é a oferta em si mesma, tudo é possível, tudo é aceitável, tudo é visto, em contraponto, a pontualidade britânica, a rigidez dos londrinos, daí a sensação de incoerência. O equilibrio foi possível porque ora estudava, ora passeava, ora tinha liberdade absoluta, ora era regida pelas regras da familia que me acolheu, ora andava acompanhada, ora descobria Londres por conta própria. Foi muito agradável, até o vulcão acordar, despertou ele e eu, trouxe-me novamente à realidade da racionalidade e do pragmatismo. Saír de Londres foi uma aventura, mas sem dúvida mais uma experiência que fará parte do meu cv pessoal, também deu para perceber quem definitivamente está sempre connosco e quem vai estando ... a aventura trouxe o enriquecimento de relações e o crescimento da vivência pessoal.
Como qualquer turista tirei algumas fotos, seleccionei esta para o blog, porque mereceu o meu prémio de melhor foto!!
CF
Como qualquer turista tirei algumas fotos, seleccionei esta para o blog, porque mereceu o meu prémio de melhor foto!!
CF
domingo, 7 de março de 2010
Bonjour!!
São estes pequenos gestos que fazem toda a diferença. Há uns dias recebi um telefonema de uma colega sabem de onde? Adivinhem?... Haiti! É verdade está lá ajudar o povo haitiano e numa das suas paragens decidiu ligar para Pt para saber se estava tudo bem e também para desabafar um pouco. Parece pouco, mas para mim, neste momento significou mais do que muito. Por minutos senti-me lá, no Haiti, imaginem...talvez seja esta a mudança que precisava. Vou mas é começar a treinar o meu francês. Au revoir!
CF
CF
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
As saudades estão cá!!
As emoções andam ao rubro, até já pensei que possa ser uma questão hormonal e para esse efeito até já me precavi. Mas o que é certo é que de cubo de gelo, passei a manteiga derretida, onde anda o meu meio termo? Qdo cheguei de STP e como disse na altura qdo me perguntavam se tinha saudades, dizia que não, o que era verdade. Mas não é que hoje, elas bateram à porta e eu deixei-as entrar...para piorar um pouco pela primeira vez tive coragem para ver todas as fotos que tirei...do mal o pior. Só indo, estando, sentindo e vivendo em África é que se compreende que mesmo longe continuamos lá. Aquela terra puxou por mim, mexeu com os meus sentimentos, seguranças, inseguranças, enfim pos-me a prova e eu gostei da sensação, sobrevivi e agora? Hoje apeteceu-me voltar, quero sentir tudo de novo, mais coisas ainda, quero a liberdade do pensar e do agir, quero a natureza ao pé de mim diariamente, quero tanta coisa que lá tive e que na cidade não consigo ter. Quero voltar a relativizar as coisas, a ser surpreendida diariamente, a ter os meus finais de dia como esse fossem os últimos. Cresci tanto que até estou parva comigo. Cada vez mais me convenço que se aprendi tanto, do que estou à espera para aprender mais?! Ou será que quero fugir? de quê, de quem, do quê??? Quero calor, não quero mais acordar com o céu cinzento, com a chuva, andar cheia de roupa...quero MAIS!!
CF
CF
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