quinta-feira, 24 de junho de 2010

Egoísmo: uma opção ou a opção?

Hoje dei por mim a pensar porque serão as pessoas egoístas? O que ganham com isso?
A mim, parece-me que não ganham absolutamente nada… pois no fundo ficam com aquilo que já têm á partida, isto é, elas próprias e as suas coisas !!!
(logo não percebo a vantagem)
Dizem que ser egoísta é uma opção…mas será mesmo? Às vezes, penso que é a opção possível e não uma opção entre outras... pois acho que não conseguem ser de outra forma… talvez porque seja mais confortável lidarem apenas consigo mesmas e com as suas coisas, sem ter de lidar com o próximo… ou talvez porque pura e simplesmente, não conseguem fazê-lo...
Talvez Freud explique :)
R

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Relações e Tupperwares

Pode parecer estranho, mas têm muito em comum… para além do poderem ser de várias cores, feitios, qualidades, funções e até preços …
Quanto á sua utilização/funcionamento, necessitam ambos da tampa certa!!! Apesar de muitas vezes, tentarmos colocar-lhe uma outra, pois não encontramos a certa no armário…
E, por vezes aparentemente até parece que funciona… mas também sabemos que mais tarde ou mais cedo a tampa vai acabar por saltar…
Também apesar de normalmente temos vários tupperwares...ainda assim continuamos a comprar outros… numa necessidade pouco racional de acumular caixinhas de plástico de difícil arrumação… o mesmo acontece nas relações, nas que temos, nas que encetamos e nas que mantemos,não percebendo muitas vezes o porquê, nem o para quê, como se servissem apenas para enumerar ou encher o "nosso" armário…
E, o engraçado é que no final, e mesmo tendo o armário cheio de novos e fantásticos tupperwares…utilizamos os de sempre…os velhos, muitas vezes já estragados, descoloridos e deformados… mas NOSSOS e que funcionam como se fossem únicos… ou pelo menos os únicos que nos transmitem confiança para o que queremos!!!
R

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ninguem aguenta...

2ª feira dia de neura (talvez) mas sem dúvida dia de pouca paciência... começo o dia com uma reunião aparentemente normal, com parceiros. A meio da reunião entra uma nova pessoa, presente pela primeira vez nesta reunião e que não vai de modas e começa a fazer a sua catarse matinal e pior teve assistência. O meu estômago começou a trabalhar e a minha paciência a encurtar. Ouvimo-la e voltamos a ouvir, a audiência estava garantida e o resto do dia deve-lhe ter corrido bem, a terapia estava feita. De regresso ao trabalho e como tipica 2ª feira, os pendentes da semana anterior chegam por todas as vias, mails, telefone, oficios, e os pendentes de uma semana, passam a urgências de 2ª feira (tipicamente português). Hoje tentei levar as coisas com calma, mas a partir de uma certa altura o meu estômago estava novamente embrulhado. Ok, sai do trabalho e pensei que não podia perder as noticias de hoje, devido ao ataque aos navios, com activistas e direitos humanos à mistura, tinha que estar atenta. Qual não é a minha surpresa que a primeira noticia, é o José Mourinho, que vai receber 28 mil euros por dia, o jornal demorou 1 hora e 20 minutos (o meu estômago a dar de si), a noticia que eu tanto esparava, aliás um atentado gravissimo aos direitos humanos, etc, chegou às 21.10 (diria eu tipicamente português, interessa o mourinho, a selecção, o rock in rio)...ok estava na hora de me entreter a ver outro programa, mudo de canal e vejo uma reportagem sobre pessoas sem abrigo, toxicodependentes, que por acaso estava no final, mas a jornalista, deixa o pedido se tiver uma história mto triste, mto horrível de vida, não hesite envie que eu vou ter consigo (português definitivamente). Mudo de canal e a reportagem é sobre violência doméstica, a falta de justiça para com as vitimas e a impunidade face aos agressores. Resta-me a hipótese do programa que estreava hj "salve-se quem puder"...ora nem mais...vamos tentar é passar a parede, porque passar de registo, de mentalidade, do tipicamente português, isso irá demorar...ou diria se chegar. Para quem me lê, desculpem, mas a última catarse do dia, tinha que ser minha :)
CF

segunda-feira, 24 de maio de 2010

35

Não passa de mais um n.º 35. Na semana passada li num jornal um artigo que me fez pensar durante esse dia e os seguintes, inclusivé mais do que esperava. O artigo era sobre os 35 anos e as probabilidades ENORMES da mulher ter problemas de infertilidade. Para uma mulher recém chegada a essa idade, com o sentimento que está numa das suas melhores fases da vida, tem este baque...não é justo. Se por um lado nos faz pensar no objectivo/papel de se ser mãe nos dias de hoje, por outro, parece que estamos em contagem decrescente não sei bem para quê. Claro está que como assunto angustiante que foi, partilhei-o com duas amigas de idade aproximada e sem filhos. O desejo de ambas passa por ter filhos, vêem-se a assumir o papel de mãe, engraçado mais do que mulheres casadas ou com companheiros...penso por alguns momentos (embora passageiros) de como seria eu enquanto mãe e se é mesmo um desejo que gostaria de concretizar a curto ou médio prazo. Racionalmente penso que não, se por vezes não me aturo a mim, como cuidaria de um filho a tempo inteiro?? no entanto quando estou com os amigos casados e com filhos, penso que sem duvida deverá ser uma experiência única, que nos muda a vida e que gostaria da experienciar. A questão é que um filho é para a vida e que não dá para voltar atrás. Pós partilhas e reflexões, o n.º não significa nd, quando o desejo for forte demais e caso biologia não esteja para ajudar, há sempre formas de contornar, afinal o que conta são os afectos. Vem mesmo no seguimento da mensagem da foto, porque não adoptar?!

CF

quinta-feira, 22 de abril de 2010


Londres...Incoerência ou Equilibrio?!

Ainda a aterrar em Pt, pós duas semanas em Londres e mais dois dias entre Londres, Paris, Porto e Lisboa. Sem dúvida a minha estadia em Londres foi caracterizada por ser um mix. Foi muito bom, estar fora de Portugal, sair da rotina e abraçar um novo desafio e poder desfrutar de uma nova cidade. Foi a minha segunda ida a Londres, da primeira tinha recordações vagas, apenas vincada a saida de Londres e desta vez o padrão repetiu-se. A cidade é a oferta em si mesma, tudo é possível, tudo é aceitável, tudo é visto, em contraponto, a pontualidade britânica, a rigidez dos londrinos, daí a sensação de incoerência. O equilibrio foi possível porque ora estudava, ora passeava, ora tinha liberdade absoluta, ora era regida pelas regras da familia que me acolheu, ora andava acompanhada, ora descobria Londres por conta própria. Foi muito agradável, até o vulcão acordar, despertou ele e eu, trouxe-me novamente à realidade da racionalidade e do pragmatismo. Saír de Londres foi uma aventura, mas sem dúvida mais uma experiência que fará parte do meu cv pessoal, também deu para perceber quem definitivamente está sempre connosco e quem vai estando ... a aventura trouxe o enriquecimento de relações e o crescimento da vivência pessoal.
Como qualquer turista tirei algumas fotos, seleccionei esta para o blog, porque mereceu o meu prémio de melhor foto!!
CF

domingo, 7 de março de 2010

Bonjour!!

São estes pequenos gestos que fazem toda a diferença. Há uns dias recebi um telefonema de uma colega sabem de onde? Adivinhem?... Haiti! É verdade está lá ajudar o povo haitiano e numa das suas paragens decidiu ligar para Pt para saber se estava tudo bem e também para desabafar um pouco. Parece pouco, mas para mim, neste momento significou mais do que muito. Por minutos senti-me lá, no Haiti, imaginem...talvez seja esta a mudança que precisava. Vou mas é começar a treinar o meu francês. Au revoir!
CF