quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nova Iorque…

Esta entrada é acima de tudo um agradecimento aos fantásticos anfitriões que tive o privilégio de ter nesta GRANDE CIDADE (E&F) e às outras duas mãos, pela companhia em mais aventura de vida…
Aos três, bem hajam!
Já tentei várias vezes escrever sobre esta viagem/cidade…mas as palavras faltam-me… e sempre que falo…parece que estou a contar a história que alguém me contou…parece que a viagem não foi real e a ter sido…parece longínqua!
É uma situação estranha e única …nunca tinha sentido isto…saber que estive, mas ao mesmo tempo pôr em causa se realmente estive ou apenas sonhei…
É difícil de explicar…e frustrante não conseguir transmitir emoções, sentimentos, vivências…e tão-somente palavras… mas ainda assim, esta Cidade merece o esforço!
E então cá vai… NY é efectivamente a Cidade das cidades, igual aos filmes e daí parecer irreal e quase inatingível…é uma cidade que se impõe, pela sua grandeza, imponência, organização e diferença… (senti-me tão pequena!)
Esta sensação tive-a logo no primeiro dia quando saí do metro em WTC e me deparei com o Ground Zero… e revivi mentalmente todas as notícias, filmes e documentários sobre aquele lugar e que na minha cabeça... era muito maior do que aquilo que é na realidade… engraçado…um espaço menor, mas uma emoção enormíssima, tal como os edifícios que o ladeiam e que me fez perceber que aquele atentado, só poderia realmente ter acontecido ali… pois ali é o centro do Mundo…só ali teria realmente impacto em termos mundiais e perduraria em termos de memória colectiva!
Não posso dizer que conheci/vi toda a cidade, mas dada a sua grandeza e o tempo que lá estive e graças às 3 pessoas a quem dedico esta entrada…posso afirmar que fiquei com umas boas luzes… passando pelas atracções de roteiro, até aos pormenores que escapam aos turistas, mas não aos moradores :)
Algumas referências especiais, mas impossíveis de descrever: Seaport ao entardecer, a vista do Top of the Rock e Empire State, Times Square e as suas luzes,Central Park (Strawberry fields), Miss Freedom pelo que representa, e peso de St. Paul's Chapel… Uma palavra ainda para Newark, uma cidade muito engraçada, peculiar, uma espécie de reprodução de vários cantos do mundo, que gostei e onde me senti praticamente em casa!
Uma referência também a todos os habitantes da cidade de NY e arredores, naturais ou não… pela simpatia, respeito, não discriminação ou preconceito face aos demais e pela “boa convivência” entre eles e os milhares de turistas, apesar das muitas diferenças (se calhar só aos meus olhos!)
Qualquer local, qualquer momento daria um anúncio para a Benetton!
Por tudo isto e por tudo aquilo que é muito e não consigo transmitir em palavras… I LOVE NY!
R
P.S - Pode parecer um cliché...mas vim diferente!

domingo, 12 de setembro de 2010

New York...A minha visão!

Ainda me parece um pouco irreal, e sobretudo quando vejo séries ou filmes com locais por onde andei a passear. Confesso que não era um destino prioritário, mas desejável. Após reunidas as condições lá fomos com destino a New York. Depois de lá ter passado 8 dias de férias, poderei começar por dizer que é a cidade das Cidades. Senti-me pequena pela dimensão dos prédios, ofuscada pelos Neons, perdida no meio de tantas Streets e Avenues, mas completamente rendida àquela cidade. Com alguns dólares fez-me sentir poderosa, é uma cidade que aumenta a nossa auto-estima, mexe com o nosso ego e permite-nos reflexões existenciais aquando o nosso regresso. Devido a ter um excelente casal de anfitriões e amigos a residir em Newark, o alojamento, não foi de 5 estrelas, mas de 10. Afinal tínhamos sitio para dormir, dicas úteis que não constam nos guias, mas sobretudo possibilitaram sentir-nos que numa cidade grandiosa, tínhamos laços afectivos e não estávamos sozinhas. O que sem dúvida merece as outras 5 estrelas. A reacção expontânea é andar de cabeça erguida a tentar ver o fim dos prédios, dos arranha céus, mais propriamente. Neste momento é talvez a cidade mais segura que conheci nos últimos tempos, neste aspecto, roça quase a paranóia...adiante temos policias em quase todas as equinas, seguranças que ajudam quem na cidade se perde, como foi o nosso caso, numa noite em que já tínhamos feito, kms e kms a pé. Faz parte! É interessante porque quando começamos a andar e a visitar a cidade tudo nos parece um pouco familiar, tipo dejá vu, mas a sensação e os sítios são os dos filmes e das séries tão nossas conhecidas. Percorremos a pé grande parte da cidade, não há outra forma de conhecer, mas esta é mesmo grande e pela primeira vez numa viagem, os pés, ao final do dia, estavam negros (poluição), com bolhas e calos. Vi alguns turistas a andar descalços. Existem os pontos altos de onde temos panorâmicas da cidade, temos os pontos turísticos (Estátua; Ponte de Brooklyn, Central Park; Museus, entre muitos outros) e depois tivemos a possibilidade de percorrer, comer e ver zonas menos turísticas, Staten Island, Hoboken, Chinatow, Soho, e a casa da Carrie. Como alguns sabem, falei comigo sobre Sex and City para virar adolescente e no dia em que fomos até à casa onde a Carrie vivia na série, transformei-me. De seguida comemos no Park o cupcake, seguido de uma sangria e conversa entre amigos, e foi o manjar dos manjares. Dia que sem dúvida perdurará na minha memória.
Claro que fizemos algumas compras, mas para mim, não foi a prioridade, e ao contrário do que se possa pensar, alguns dólares na carteira, conseguimos passar uns excelentes dias em New York, o sonho americano é possível J as pessoas são extremamente simpáticas, entramos na loja do chinês ou na Prada e somos atendidos com a mesma simpatia e sem olhares de alto a baixo (eu com as minhas havainas nos pés), não interessa qual a nossa cor, religião, estatuto social, orientação sexual, a diferença vive com respeito e harmonia. Num determinado dia em Times Square, por onde andavam bastantes pessoas, apeteceu-me perguntar, mas afinal quem é daqui? É uma cidade em que parece que todos estão em trânsito... e que ninguém ali pertence, ou talvez a outra perspectiva é uma cidade para todos e de todos.
Durante algumas paragens para fumar um cigarro, poderia ter feito negócio, com frequência nos abordaram para vendermos cigarros, o tabaco é caro e pelos vistos, há quem compre avulso, claro que aproveitámos para fazer o nosso marketing, não vendíamos, dávamos e ainda para mais Ventil, cigarro português J quando entrava a cultura geral onde é Portugal, as respostas foram hilariantes, mas adiante, destaco o à vontade com que as pessoas metem conversa umas com as outras, sem qualquer receio e malícia, são um povo sociável e daí também vencedor.
No último dia, decidimos, gastar dólares, fomos beber os famosos cosmos, andar de coche por central park, atravessamos de carro Times Square e toda a avenida até ao sul ao som de Alicia Keys “New york”, parece cliché...mas e como me tornei fã de New York, vão até lá, e experimentem, vivam e sintam as emoções que aquela cidade vos transmite e depois falamos. Claro está e não podia deixar de terminar por dizer, se esta viagem, esta cidade for conhecida entre e com amigos, o cenário será perfeito. Foi o meu caso e estou feliz pela vida me ter dado mais esta oportunidade.
CF

http://www.youtube.com/watch?v=0UjsXo9l6I8

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Egoísmo: uma opção ou a opção?

Hoje dei por mim a pensar porque serão as pessoas egoístas? O que ganham com isso?
A mim, parece-me que não ganham absolutamente nada… pois no fundo ficam com aquilo que já têm á partida, isto é, elas próprias e as suas coisas !!!
(logo não percebo a vantagem)
Dizem que ser egoísta é uma opção…mas será mesmo? Às vezes, penso que é a opção possível e não uma opção entre outras... pois acho que não conseguem ser de outra forma… talvez porque seja mais confortável lidarem apenas consigo mesmas e com as suas coisas, sem ter de lidar com o próximo… ou talvez porque pura e simplesmente, não conseguem fazê-lo...
Talvez Freud explique :)
R

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Relações e Tupperwares

Pode parecer estranho, mas têm muito em comum… para além do poderem ser de várias cores, feitios, qualidades, funções e até preços …
Quanto á sua utilização/funcionamento, necessitam ambos da tampa certa!!! Apesar de muitas vezes, tentarmos colocar-lhe uma outra, pois não encontramos a certa no armário…
E, por vezes aparentemente até parece que funciona… mas também sabemos que mais tarde ou mais cedo a tampa vai acabar por saltar…
Também apesar de normalmente temos vários tupperwares...ainda assim continuamos a comprar outros… numa necessidade pouco racional de acumular caixinhas de plástico de difícil arrumação… o mesmo acontece nas relações, nas que temos, nas que encetamos e nas que mantemos,não percebendo muitas vezes o porquê, nem o para quê, como se servissem apenas para enumerar ou encher o "nosso" armário…
E, o engraçado é que no final, e mesmo tendo o armário cheio de novos e fantásticos tupperwares…utilizamos os de sempre…os velhos, muitas vezes já estragados, descoloridos e deformados… mas NOSSOS e que funcionam como se fossem únicos… ou pelo menos os únicos que nos transmitem confiança para o que queremos!!!
R